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Enfermeiro e a Intubação: conhecimento, capacitação e responsabilidade

Atualizado: 21 de mai. de 2024



A questão da intubação realizada por enfermeiros é uma dúvida frequente e que gera discussões acaloradas. Neste artigo, vamos esclarecer os pontos-chave sobre esse tema, abordando o conhecimento necessário, a capacitação adequada e a responsabilidade ética e legal dos enfermeiros em relação a esse procedimento.


Antes de tudo, é crucial entender que a intubação é um procedimento delicado e complexo que demanda conhecimento teórico e prático. Um enfermeiro só pode realizar a intubação se tiver sido devidamente capacitado para isso, o que inclui treinamento em manequins e acompanhamento prático sob supervisão de profissionais experientes.


É fundamental que o enfermeiro saiba avaliar a anatomia do paciente, conheça os equipamentos utilizados na intubação (como o laringoscópio e o tubo endotraqueal) e compreenda as indicações clínicas para o procedimento. A intubação não deve ser realizada por enfermeiros que não tenham essa formação e experiência específica.


Responsabilidade Ética e Legal:

Além do conhecimento técnico, o enfermeiro precisa compreender a responsabilidade ética e legal envolvida na intubação. É essencial respeitar os limites de atuação estabelecidos pela legislação e pelos órgãos reguladores da profissão.


Em situações de emergência em que não há um médico disponível para realizar a intubação, o enfermeiro pode estar autorizado a executar o procedimento, desde que tenha o conhecimento e a capacitação necessários. No entanto, é crucial obter uma autorização verbal do médico responsável e garantir que todas as medidas sejam tomadas de acordo com os protocolos e diretrizes clínicas.


Veja: Resolução COFEN nº 641/2020


Momentos Indicados para Intubação:

É importante destacar que a intubação não deve ser realizada de forma indiscriminada. Os momentos indicados para a intubação incluem situações de parada cardiorrespiratória, quando a ventilação com bolsa válvula máscara não é eficaz, ou em casos de necessidade de ventilação mecânica em pacientes críticos.


O enfermeiro deve estar apto a avaliar a necessidade real de intubação e a tomar decisões rápidas e precisas em situações de emergência. Isso requer um conhecimento aprofundado da fisiologia respiratória, sinais clínicos e interpretação de exames complementares.


Em resumo, a intubação é um procedimento que pode ser realizado por enfermeiros, desde que tenham o conhecimento teórico e prático necessários, sejam autorizados pelo médico responsável em situações de emergência e atuem dentro dos limites éticos e legais da profissão.


Esperamos que este artigo tenha esclarecido as dúvidas e fornecido informações importantes sobre a participação dos enfermeiros no procedimento de intubação. É fundamental que os profissionais estejam sempre atualizados e preparados para lidar com situações críticas de forma eficiente e segura.


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